Maringá

Afirma especialista

Turismo de saúde pode render anualmente US$ 12 bilhões ao Brasil

Publicado por Redação GMC, 12:09 - 08 de novembro de 2018

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Para Julia Lima, palestrante da 2ª Conferência da Saúde, o Brasil tem forte potencial no segmento e Maringá pode ser uma das cidades destaque. Foto: Divulgação/Acim

O Brasil ainda busca entrar na competição para se tornar referência no turismo de saúde mundial e polo com excelência em qualidade na prestação de serviços médicos para pacientes estrangeiros. Mesmo com forte potencial, o país ainda se prepara para alavancar o próprio nome dentro do cenário e a expectativa é de que a partir do ano que vem a estreia nesse mercado ocorra. De acordo com a presidente da Associação Brasileira de Turismo de Saúde (Abratus), Julia Lima, o segmento brasileiro tem grande potencial e, somado aos atrativos naturais e à receptividade da população, as chances são consideráveis.


Segundo ela, se bem aplicado, o turismo de saúde pode render, anualmente, uma média de US$ 12 bilhões à economia brasileira. “Para se ter uma ideia, um país pequeno como a Coreia do Sul recebeu, até outubro deste ano, mais de 850 mil pessoas para fazerem tratamentos de saúde cirúrgicos, que são os procedimentos que custam, pelo menos, US$ 10 mil e que às vezes exigem mais de uma intervenção cirúrgica e podem custar até US$ 100 mil. Se o Brasil chegar a receber a metade desses pacientes, a gente está falando de uma injeção de capital anual aproximada de U$ 12 bilhões no nosso país”, enfatizou a especialista.


Conforme explicou, a Abratus pensa a longo prazo, mas realiza, desde agora, atividades em conjunto com a Associação Mundial de Turismo de Saúde e Bem-estar, para conseguir fechar negócios na área e receber esses pacientes com um alto nível de qualidade.


“Maringá tem vocação para a saúde, o comitê de saúde é muito forte e bem organizado. Eu vejo um grande potencial nessa cidade”, avaliou Julia durante a 2ª Conferência da Saúde, que ocorreu na cidade entre os dias segunda (5) e quarta-feirta (7). De acordo com ela, o turismo em saúde é um segmento que engloba diversos setores e que movimenta a economia como um todo, reunindo diferentes profissionais na prestação de serviços.


Nesse sentido, para que uma cidade se torne um possível polo de turismo, é necessária uma boa rota aeroviária e redes hoteleiras de alta qualidade, por exemplo, além de boas opções de entretenimento e bons profissionais, tanto na área da saúde, quanto em outros setores. “É muito mais produtivo a gente ampliar essa visão para entender que um destino turístico vai oferecer contato com dezenas de outros profissionais, que também têm de se desenvolver para entender a cultura estrangeira.”


Os perfis desses turistas, conforme explicou, são muito variados. No caso do Brasil, a maioria dos estrangeiros que o setor trabalha para atrair são mulheres, a partir dos 40 e até os 65 anos, grande parte norte-americana, e que gastam, ao menos, US$ 10 mil nessa possível viagem.


“É bom lembrar que estamos falando de um cliente norte-americano, de nível superior, ou ainda em terceiro grau. Nós estamos falando de uma pessoa que tem um nível de educação excelente, que sabe reconhecer um produto de boa qualidade, está buscando uma solução com exigência e então também vai querer ser atendido nesse mesmo nível”, afirmou.


Para Julia, para que um possível polo consiga prestar esse serviço de qualidade, é preciso que o conceito de boa qualidade seja identificado e vivenciado também pelos locais.


2ª Conferência da Saúde

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Durante a conferência, a palestrante debateu o assunto no segundo dia de evento e ressaltou, principalmente, os grandes benefícios que o setor pode receber. “[Para a palestra], a gente trouxe números globais que representam e demonstram como nós podemos atrair milhões de estrangeiros para fazerem tratamentos de saúde no Brasil, em diversas regiões do país, com um ticket médio muito alto, distribuindo isso entre os empresários e novos empreeendedores brasileiros.”

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